25 de novembro de 2009

Nada do que foi será...



Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará

A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Lulu Santos

11 de novembro de 2009

Klaatu barada nicto




"Klaatu barada nicto" era a senha que a mocinha do filme deveria dizer ao robô caso algo acontecesse a Klaatu , o homem que veio de outro planeta para advertir o povo da Terra sobre seu comportamento belicoso.
Até hoje gosto de rever o filme, que na minha modesta opinião é um dos melhores de ficção científica que eu já vi. O filme de 1951, em plena época da guerra fria, narra a história de um homem de outro planeta que vem à Terra para advertir a humanidade das consequências de seu comportamento irresponsável, no início da era atômica. E para mostrar o poder que tinha para destruir a Terra, ele fez uma demontração pacífica cortando a energia elétrica no mundo todo e como ele não pretendia causar nenhum dano às pessoas, ele poupou hospitais e sistemas de manutenção de vida.
O mundo não é nada sem a energia elétrica. Bem o sabem todos os brasileiros que na noite passada viveram um blecaute que apagou mais da metade do país.
Bem, eu não queria postar nada profundo ou filosófico, muito pelo contrário. Eu acredito que se existem alienígenas que vem à Terra observar, é porque eles são curiosos e tem necessidade de se divertir. É como quando nós observamos as formigas e outros insetos. Eles devem dar boas e sonoras gargalhadas.

6 de novembro de 2009

Chuva de sonho

Os primeiros flocos eram pequeninos e caíram rapidamente derretendo no chão. Era manhã bem cedo. O dia lá fora estava escuro e os abajures com sua meia-luz trouxeram vida e calor à escuridão. À noitinha, um olhar distraído pela janela e lá estava aquela chuva de flocos brancos e enormes. Felicidade e deslumbramento. A beleza da vida se revela nesses momentos que são efêmeros e precisam ser vividos intensamente numa comunhão da alma com a solidão.

18 de outubro de 2009

Olhe só que carinha...



Olhem só a carinha dessa patinha... Hoje saímos para passear e aproveitar o dia ensolarado mas a meio caminho o tempo nublou, então fomos visitar os patos numa cidade vizinha. Eles costumam ficar neste lago durante o ano todo, mesmo no inverno com a neve porque neste trecho do lago tem uma pequena correnteza que não deixa a água virar gelo. E melhor ainda, hoje eu lembrei de levar pão comigo. Eu nem tinha saído do carro e eles já corriam na minha direção. Coitadinhos, estavam mesmo esfomeados. No meio daquela pataiada, aquela bonitinha da foto acima mostrou não ser nem um pouco tímida, veio comer direto da minha mão. Da próxima vez eu vou levar um pão inteirinho, mas vou comprar um que seja rico em fibras para não prejudicar a saúde deles.

15 de outubro de 2009

Obrigado professor!



Enquanto todo mundo descansa nos fins de semana e viaja nos feriados, os professores permanecem em casa com aulas e provas para preparar, milhares de provas para corrigir, diários para preencher. Se os alunos dedicassem o mesmo tempo que os professores para atividades de estudo em casa, o Brasil seria muito diferente. Mas a sociedade brasileira coloca nas costas dos professores, além das deles, responsabilidades que competem a outros. Os pais, que deveriam responder pela maior parcela da educação dos estudantes, culpam os professores pela falta de educação dos filhos. O governo, que paga uns trocados como se fosse salário, faz o professor trabalhar em casa a preço de banana e não dá condições para que possam se aperfeiçoar, acusa os professores de não terem preparo nem vontade. E os estudantes são desrespeitosos, porque pensam que não tem responsabilidade na própria aprendizagem, esperam que o professor enfie em suas cabeças todo o conhecimento que detém, assim como se recheia um frango com farofa. Comparados com os estudantes suecos, os estudantes brasileiros são mesmo como os frangos a serem recheados, acham que sua aprendizagem é responsabilidade única e exclusiva do professor. Por isso, Suécia é Suécia e Brasil é Brasil. Eu sei que há muitos bons alunos e muitos bons professores e é para esses bons professores que eu deixo aqui minha humilde homenagem. Aos maus alunos e maus professores desejo apenas que se lasquem.

8 de outubro de 2009

Outono - II



Os dias agora estão frios, alguns com sol, outros com chuva. A temperatura tem chegado a 2 e 3 graus abaixo de zero durante a noite. Estas são as fotos da milha verde que passa pelo segundo lago da trilha, o lago Munken.Todas as fotos dos post sobre o outono e a milha verde foram tiradas no início de setembro. Durante o ano todo uma variedade de aves vive aqui.

26 de setembro de 2009

Crepúsculo





É no crepúsculo, a morada dos sonhos, que vagueia minha alma.
Fotos tiradas agorinha mesmo em Viggen

24 de setembro de 2009

Outono na Suécia - Parte I


Depois de longo tempo de frio e dias cinzentos,chuvosos ou com neve, finalmente o sol deu o ar da graça de forma esplendorosa.O outono realmente me surpreendeu com dias quentes e ensolarados, então eu não parei em casa. Aqui há uma trilha de 10 quilômetros chamada "milha verde" , cuja maior parte do percurso é nos arredores da cidade, passando por três lagos e floresta. Eu percorro a trilha todos os dias, com a câmera para registrar a natureza maravilhosa. Em um dos lagos há um casal de cisnes com seus dois filhotes e uma porção de patinhos de diferentes espécies e também gansos do Canadá. As árvores já estão mudando a cor das folhas e estas já estão caindo. O outono chega a ser até mais bonito que a primavera, a cor das árvores vai do verde ao vermelho, com muitas e variadas tonalidades. A luz do sol é muito intensa e brilhante. Caminhar na natureza traz muita paz de espírito e me aproxima de Deus. Estas fotos são do lago Hönsan, que fica mais próximo de casa e é o início da caminhada. É lindo o ano todo, seja no verão, quando o verde resplandesce, no outono quando a luz é intensa e no inverno quando se cobre de um manto branco de gelo tão espesso que é possível caminhar na sua superfície. Sua água é limpa para o banho e há muitos peixes. O Hönsan é um lago pequeno que fica bem dentro da cidade e é cercado por muito verde. É na sua margem que eu costumo ir me sentar para pensar na vida ou apenas ouvir música.

21 de agosto de 2009

Cinema

Hoje é dia de cinema! É a segunda vez que vou ao cinema desde que vim morar aqui. Eu não tinha mais vontade de ir a um cinema desde que fui ver Titanic lá no Brasil anos atrás. Quase no final do filme, por volta de uma hora da madrugada o alarme de incêndio disparou e muita gente entrou em pânico. Não corri ou agi tresloucadamente, mas no fundo fiquei um pouco traumatizada. Não foi nada demais, provavelmente a fumaça de algum cigarro que disparou o alarme. Porém eu nunca mais consegui ir a um cinema novamente. Um dia estava andando pelas ruas daqui da cidade, vi essa casa com o letreiro Star e fui ver o que era. Star é o cinema aqui da cidade. Foi então que senti a vontade de ver um filme na telona outra vez. Talvez porque visto de fora o cinema se pareça com uma casa, dando a impressão de ser pequeno e seguro. Na verdade o cinema nem é tão pequeno assim, tem cento e vinte e sete poltronas mas é aconchegante e seguro. Na primeira vez fui ver um filme do James Bond e hoje vou ver Star Trek. Estou contente porque além de ver o filme eu vou estar enfrentando novamente uma situação que me provocava pânico. O medo é uma reação natural e benéfica na sua justa proporção, mas é incapacitante quando se torna o próprio perigo. Há cinco anos atrás quando eu vinha para a Suécia num vôo da Air France, o avião que sobrevoava o oceano próximo à costa da África, perdeu altura subitamente e todos que não estavam com os cintos foram jogados longe. O livro que eu tinha nas mãos foi parar um três metros adiante, debaixo de uma poltrona. Algumas pessoas bateram a cabeça no teto. Ninguém se feriu seriamente mas o resto da viagem foi tenso.
Se houvesse um jeito de viajar doze mil quilômetros de um continente a outro, separados por um oceano, sem ser por avião, certamente eu o faria. Mas depois daquela vez eu viajei muitas outras vezes porque eu lutei para controlar o pânico e não deixar que ele me controlasse. Por isso ir ao cinema é hoje um motivo para me sentir muito bem.

8 de agosto de 2009

Um olhar nada banal






Hoje saímos para passear de moto e após três horas eu quase não tinha tirado fotos apesar do dia estar lindo, quente e ensolarado. Então, na volta paramos para comprar água e nos sentamos do lado de fora do estabelecimento. Foi então que vi algo colorido debaixo da árvore. Pensei ser um gato e fui ver de perto. Era um galo, deitado bem à vontade, aproveitando a sombra. Ele é tão bonitinho que não pude deixar de tirar algumas fotos. Ele pareceu não se incomodar com minha presença, somente me olhou com a mesma curiosidade com que eu o olhava. Que sensação de paz eu senti nesse breve momento... um galinho lindo descansando tranquilo, seguro e em paz debaixo de uma árvore. Um acontecimento que para outros poderia ser apenas banal, mas que para mim foi algo inesperado e bom.
Clique nas fotos para ampliar.

7 de agosto de 2009

Torekov




Fotos da viagem de carro pela Costa do Mar Báltico e pela Costa do Atlântico. Esta é Torekov na costa do Atlântico. Maio/2009

5 de agosto de 2009

Um ano...

Saudade, sempre!



Aqui estão as melhores definições de saudade que eu encontrei por aí...

A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina num canto do coração. (Coelho Neto)

A distância pode separar dois olhares, mas nunca dois corações.

A saudade é um lago transparente a refletir sempre a imagem da pessoa ausente.

Como é bom contemplar o céu, interrogar uma estrela e pensar que ao longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa mesma estrela e murmura baixinho: "Saudade!"

Para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo... (Mário Quintana)

Quando a saudade é demais, não cabe no peito: escorre pelos olhos.

A saudade é a memória do coração. (Coelho Neto)

A saudade é a maior prova de que o passado valeu a pena.

A saudade é uma prisão onde as paredes são de vento.

Se um dia uma brisa leve e suave tocar seu rosto, não tenha medo, é apenas minha saudade que te beija em silêncio...

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.

De origen portugués, y a su vez del latín, la saudade ha sido una palabra definitoria de dos culturas: la portuguesa y la brasileña. Saudade, ya sea una emoción, un sentimiento o un pensamiento, es una de las palabras más importantes de la lengua portuguesa. Es la raíz del fado y de la samba; se trata de una voz que contiene la esencia de la vida, la tristeza y la alegría, el pasado, el presente y el futuro en un instante simultáneo.
(Wikipedia, la enciclopédia libre - es)